
Ainda estou com os cabelos em pé e com os pensamentos confusos ao lembrar da maneira como eu acreditava na figura do bom velhinho de roupa vermelha e barba branca. O que eu não sabia é que essa figura teve influência publicitária da Coca-Cola! Como assim?
Meus amigos publicitários falam sobre o assunto como se eu fosse uma ignorante e não conhecesse a história do Papai Noel, mas, o que eles não sabem, é que, durante muito tempo, eu acreditei no bom velhinho.
Com os sentimentos feridos fui obrigada a pesquisar um pouco mais sobre essa história e vejam o que eu encontrei: "Não existe uma biografia autorizada do Papai Noel, mas há registros de que a origem do bom velhinho está num bispo chamado Nicolau, que nasceu na Turquia no ano de 280. Dotado de grande bondade, ele deixava saquinhos com moedas próximas às chaminés das casas das pessoas pobres. Após várias pessoas relatarem milagres atribuídos a ele, foi transformado em santo. Inspirados no exemplo do bispo, muitos repetiam o gesto. Até o final do século 19, o Papai Noel era representado com uma roupa de inverno na cor marrom. posteriormente, uma campanha publicitária da Coca-Cola mostrou o bom velhinho com roupas na cor vermelha, disseminando a imagem que temos hoje." (www.tribunadoplanalto.com.br)
A imagem pode até ter sido disseminada através da campanha publicitária da Coca Cola, mas a idéia original veio de outro lugar: "Antes da Guerra Civil Americana, surgiu um grande cartunista estadunidense. Seu nome era Thomas Nast. Após muita pesquisa encontramos dois livros que ele ilustrou. O primeiro, Santa Claus and His Works foi um encarte totalmente colorido da edição de Natal da Harper´s Weekly de 1866, quase 60 anos antes da Coca-Cola clamar sua originalidade sobre o Papai Noel Vermelho e Branco." (www.jipemania.com - página dos descrentes).
E agora? Qual a verdade? A melhor coisa a fazer além de, é claro, entrar em uma daquelas discussões chatas com os meus amigos publicitários, é deixar essa história de lado e começar a pensar em outra que está começando agora: o que fazer quando seu filho descobre que o bom velhinho não existe?

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