
Anjos de pedra não voam.
Para eles o céu está sempre alto demais.
Eles estão em toda parte visível deste elo de ligação entre o céu e a terra.
É intrigante esta visibilidade de asas estáticas como a convidar para subir ao supremo.
Mas não voam. E sabe-se, hão de ficar ali, imóveis, eternamente presos à condição de estátua.
Há, portanto, um convite eterno para vôo mais alto. O desprender, porém, talvez não seja para todos.
A fotografia me faz entender o mundo e as coisas. Anjos, na verdade, não são visíveis, mas apenas parte da estatuária, representação visual que o homem inventou para o guardião dos mistérios do outro lado.
Os visíveis, portanto, saem na foto, só não voam porque são de pedra.

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