terça-feira, 29 de abril de 2008

Sinceridade sempre?

ODEIO
SINCERIDADE
QUE MACHUCA
E NÃO ACRESCENTA
NADA!

...

EU
SOU UM
QUEBRA-CABEÇA
QUE NINGUÉM
JUNTOU
EU
CONTINUO
TENTANDO
A MAIORIA
DESISTE

Hein? Parte II

Como eu pude esquecer de falar sobre os surtos quando ligamos no celular e ouvimos aquela voz feminina: mensagem gratuita, o número chamado não está disponível! Como assim não está disponível? Eu sou a namorada, onde ele está? Celular desligado? Ele não me disse onde ia, não está em casa... vou ligar no celular do melhor amigo dele... também desligado!
Respira fundo, conta até 5 e pára de pensar que ele está com outra, que saiu pra curtir a noite, que foi na casa de alguma ex ou de alguma amiga colorida... credo, quanta coisa ruim, nunca deveria surtar desse jeito antes de dormir, primeiro porque demora pra caramba pra conseguir pegar no sono e segundo porque essa insegurança nos acompanha até nos sonhos!
Será que eu sempre fui insegura assim e não tinha percebido? Será que no auge dos meus 26 anos e alguns relacionamentos mal sucedidos eu já conheço "um pouco" sobre os homens?
Melhor pensar que ele foi na casa do amigo, que acabou a bateria do seu celular (e do amigo também), que ele não está fazendo nada de mais, que não me avisou que ia sair porque decidiu de última hora e voltaria logo, etc, etc, etc... e, é claro, ligar no celular dele mais umas 20 vezes só pra garantir! rsrsrs Coisas de mulher...

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Hein?

Coisa estranha essa que chamamos de paixão...
Estava tão segura antes de me apaixonar...
Primeiro achava que precisava de alguém pra me sentir protegida...
Depois descobri que fico muito bem sozinha...
Agora, tenho alguém e, sinto que estou vulnerável...
É engraçado lembrar como eu brincava sobre os casais apaixonados...
Que coisinha mais ridícula: "meu txu txu txu, coisinha mais linda, nhe nhe nhe, bla bla bla, desliga você, não desliga você, ah meu amor, desliga você..."
Coisas de casais apaixonados? Não sei, mas me peguei falando mole e com jeitinho de criança, vê se pode, eu? Muito estranho!
E a tática de envolvimento? A maneira dele dizer que me adora ou que está com saudade... o jeito de me abraçar apertado e me beijar toda vez como se fosse a primeira...
Terapia de choque! Já posso começar a ficar esperta, estou quase viciando... ainda mais depois das massagens, das ligações, dos cuidados, do companheirismo, enfim, até o ciuminho dele está me fazendo bem... estranho mesmo!
O pior é que agora, depois que passam as primeiras semanas de empolgação, vem a semana da loucura, quando a gente quer descobrir alguma coisa, não é possível, tem que ter alguma coisa escondida, alguma coisa que eu não sabemos...
Então vêm as perguntas e mais perguntas... visitas constantes ao orkut... visitas inusitadas... ligações e mais ligações... e não achamos nada!
Os encontros diários já fazem parte da rotina, mas está na hora de diminuir... quando deito na minha cama, lembro do rosto dele enquanto me diz: sonha comigo linda! Pior que na maioria das vezes eu sonho! Assim não dá, esse negócio de paixão, namoro, coisa e tal, não é muito a minha cara, não gosto de me sentir sufocada, saber que tem alguém controlando meus passos, que tenho que dar satisfações, mas... não é que estou gostando?
Carência? Empolgação? Mistério!

sábado, 12 de abril de 2008

Dia de reflexão

Hoje foi um daqueles dias de reflexão. Dia de rever amigos e colocar a conversa em dia. Tudo seria perfeito se eu não estivesse "meio" angustiada. Muitas coisas estão acontecendo ao mesmo tempo, umas boas outras ruins, mas esse é o fluxo normal da vida, temos que "matar um leão por dia", como vamos fazê-lo? A escolha é nossa, pode ser do jeito difícil, então ficaremos esgotados, ou do jeito fácil, e continuaremos a caminhar.
Um grande defeito é querer ajudar aos outros e esquecer de nós mesmos, tentar resolver os problemas dos outros e deixar os nossos pra depois, ou seria melhor dizer que deixamos de resolver nossos probemas para resolver os dos outros porque estamos fugindo de uma situação?
Nossa refleti sobre tantas coisas hoje que estou até cansada! Na verdade, já acordei cansada! Com vontade de mudar algumas coisas, é isso que estou fazendo já tem um tempo, mas ainda não é o suficiente. Muitas coisas ainda vão mudar, principalmente agora que descobri que estou fazendo isso única e exclusivamente por mim! Chega de pensar só nas pessoas à minha volta, também tenho que pensar em mim, estava deixando a desejar no quesito: me amar! Preciso aprender a fazê-lo com a mesma intensidade que tenho para com os outros...

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Falo a Língua dos Loucos...

Quem é que nunca teve um Marcelo, um Felipe, um Ricardo, um Júlio ou um Alexandre na vida? Tudo bem, pode ser uma Juliana, uma Natália, uma Ana, uma Patrícia ou uma Aline...
Paquerar é bom, mas chega uma hora que cansa!
Cansa na hora que você percebe que ter 10 pessoas ao mesmo tempo é o mesmo que não ter nenhuma, e ter apenas uma, é o mesmo que possuir 10 ao mesmo tempo!
A "fila" anda, a coleção de "figurinhas" cresce, a conta de telefone é sempre altíssima. Mas e aí? O que isso te acrescenta? Nessas horas, sempre surge aquela tradicional perguntinha:
por que aquela pessoa pela qual você trocaria qualquer programa por um simples filme com pipoca abraçadinho no sofá da sala não despenca logo na sua vida???
Se o tal "amor" é impontual e imprevisível, que se dane! Não adianta: as pessoas são impacientes!
São e sempre vão ser! Tem gente que diz que não é...
"Eu não sou ansioso, as coisas acontecem quando tem que acontecer".
Mentira! Por dentro todo ser humano é igual: impaciente, sonhador, iludido... Jura de pé junto que não, mas vive sempre em busca da famosa cara-metade! Pode dar o nome que quiser: amor, alma gêmea, par perfeito, a outra metade da laranja... No fim dá tudo no mesmo. Pode soar brega, cafona. Mas é a realidade. Inclusive o assunto "amor" é sempre cafonérrimo.
Acredito que o status de cafona surgiu porque a grande maioria das pessoas nunca teve a oportunidade de viver um grande amor.
Poucas pessoas experimentaram nesta vida a sensação de sonhar acordada, de dormir do lado do telefone, de ter os olhos brilhando, de desfilar com aquele sorriso de borboleta azul estampado no rosto...
Não lembro se foi o Wando ou se foi o Reginaldo Rossi que disse em uma entrevista que se a Marisa Monte não tivesse optado pelo "Amor I love you" e que se o Caetano não tivesse dito "Tô me sentindo muito sozinho..." eles não venderiam mais nenhum disco.
Não adianta, o público gosta e vibra com o brega".
Não adianta tapar o sol com a peneira.
Por mais que você não admita: você ficou triste porque o Leonardo di Caprio morreu em "Titanic "e ficou feliz porque a Julia Roberts e o Richard Gere acabaram juntos em "Uma Linda Mulher". Existe pelo menos uma música sertaneja ou um pagodinho que te deixe com dor de cotovelo.
Quando você está solteiro e vê um casal aos beijos e abraços no meio da rua você sente a maior inveja.
Você já se pegou escrevendo o seu nome e o da pessoa pelo qual você está apaixonada no espelho embaçado do banheiro, ou num pedacinho de papel.
Você já se viu cantando o mantra "Toca telefone toca" em alguma das sextas-feiras de sua vida, ou qualquer outro dia que seja.
Você já enfiou os pés pelas mãos alguma vez na vida e se atirou de cabeça numa "relação" sem nem perceber que você mal conhecia a outra pessoa e que com este seu jeito de agir ela te acharia um tremendo louco.
Você, assim como nos contos de fada, sonha em escutar um dia o tal
"E foram felizes para sempre..."
Bem, preciso continuar? Ok, acho que não... Negue o quanto quiser, mas sei que já passou por isso, e se não passou, não sabe o quanto está perdendo...
"O problema de resistir a uma tentação é que você pode não ter uma segunda chance"
"Falo a língua dos loucos, porque não conheço a mórbida coerência dos lúcidos."


Luis Fernando Veríssimo

terça-feira, 1 de abril de 2008

Xixi no balde

Na noite do fandangos, entre as lembranças de infância, uma delas chamou muito a atenção, já que nos fez rir bastante... A história do xixi no balde!
Quando era uma criança menor, ou seja, por volta dos meus 10 anos de idade (agora sou uma criança de 26 anos), estava brincando com meus primos na chácara de meus avós. A casa estava em construção e, em meio às arvores, também encontrávamos alguns restos de materiais de construção e muitos pedaços de madeira, alguns deles com pregos. Éramos sete crianças, mas é claro que eu tinha que ser a sortuda a pisar em um dos tantos pregos... três centímetros de ferro enferrujado cravados no meu cancanhar!
A reação da minha avó foi uma beleza: "eu não falei que era pra tomar cuidado? não falei pra não ficar descalça? nõ falei..."
Nossa ela disse tanta coisa que nem me lembro mais! O fato é que eu estava descalça mesmo, do mesmo jeito que estou agora (adoro ficar de pé no chão) e o prego estava lá, no meu pé, e tinha que sair! Minha avó não teve dúvida, puxou mesmo (mas também né, o que eu queria que ela fizesse? o único jeito era tirar!). Na verdade essa reação dela não me assustou nem surpreendeu, o trauma veio depois!
"Vamo criançada, não tenho nenhum remédio aqui, então, todo mundo fazendo xixi no balde!"
Minha única reação foi olhar para a expressão brava de minha avó e dizer em tom manhoso que eu não ia beber aquilo! Em seguida foram dois sons bem nítidos: uma voz em bom e alto tom dizendo menina boba e TOC, levei um cascudo!
O xixi no balde era para jogar no machucado para desinfetar, já que o prego estava enferrujado! Ufa, ardeu mas foi um alívio! Coisa de avó né?