quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Minha Loucura

Quero viver minha loucura
Ser seguramente, anti-convencional
Aprecio a amizade, a liberdade, sou sentimental...

Não tolero invasões de privacidade
Vou atrás do que quero e falo o que quero falar
Confusa porém realista, me importo com o que os outros vão pensar.

Quero viver minha loucura
Preocupações são passageiras, aproveitar a vida é melhor
Minha auto-avaliação me mostrou, que verdadeira loucura
É tentar entender, todos ao meu redor

Estou sempre disposta a ouvir o que as pessoas têm a dizer
Mas sou crítica e não será fácil me convencer...

Quero viver minha loucura
Ser rebelde, imprevisível, inconstante
Prefiro ser diferente assim do meu jeito
Do que me tornar uma mutante

Moldada nos padrões da sociedade
Nas idéias do senso comum
Apenas uma marionete no meio da multidão
Apontada como mais um

Quero viver minha loucura
Sabendo que o importante é ser feliz, e que,
Mesmo quando a felicidade é momentânea, ela não deixará de existir.

Se depois de viver isso, eu decidir parar e deixar tudo para trás,
É porque percebi, que minha realidade, não existe mais!!!

Minha filha descobriu!!!

A pequena Gabrielli, filhona com 6 anos de idade, está cobrando uma explicação de sua mãe, no caso eu, pois descobriu que Papai Noel não existe: "Papai Noel não existe, minhas amigas da escola me contaram"; "Por isso eu vi um Papai Noel de olho azul e outro de olho verde"; "É você né mãe? Você que coloca os presentes perto da árvore de Natal!"
Ela tinha que descobrir justo neste ano? Eu nem me preparei pra responder a essas perguntas! Como vida de mãe é assim mesmo e a gente vive sendo pega de calça curta e saia justa, tive que enrolar e deixar a história meio que "no ar" para que ela tire as próprias conclusões, agora é só elaborar a melhor maneira de explicar o que essa figura representa: a imagem do bom velhinho, remete à recompensa à pessoa de boa índole.
Assim como aconteceu comigo, a figura do bom velhinho ficará guardada nas lembranças de infância dela.
Sempre tomei cuidado para não estimular valores ligados ao consumismo, só que agora, as coisas mudam de figura, pois eu posso utilizar o argumento: "Não posso comprar esse presente! Vamos escolher outro?"
O difícil será se, nesse momento, ela decidir dizer: "Pensando bem, eu acredito em Papai Noel!"

Choque Natalino


Ainda estou com os cabelos em pé e com os pensamentos confusos ao lembrar da maneira como eu acreditava na figura do bom velhinho de roupa vermelha e barba branca. O que eu não sabia é que essa figura teve influência publicitária da Coca-Cola! Como assim?
Meus amigos publicitários falam sobre o assunto como se eu fosse uma ignorante e não conhecesse a história do Papai Noel, mas, o que eles não sabem, é que, durante muito tempo, eu acreditei no bom velhinho.
Com os sentimentos feridos fui obrigada a pesquisar um pouco mais sobre essa história e vejam o que eu encontrei: "Não existe uma biografia autorizada do Papai Noel, mas há registros de que a origem do bom velhinho está num bispo chamado Nicolau, que nasceu na Turquia no ano de 280. Dotado de grande bondade, ele deixava saquinhos com moedas próximas às chaminés das casas das pessoas pobres. Após várias pessoas relatarem milagres atribuídos a ele, foi transformado em santo. Inspirados no exemplo do bispo, muitos repetiam o gesto. Até o final do século 19, o Papai Noel era representado com uma roupa de inverno na cor marrom. posteriormente, uma campanha publicitária da Coca-Cola mostrou o bom velhinho com roupas na cor vermelha, disseminando a imagem que temos hoje." (www.tribunadoplanalto.com.br)
A imagem pode até ter sido disseminada através da campanha publicitária da Coca Cola, mas a idéia original veio de outro lugar: "Antes da Guerra Civil Americana, surgiu um grande cartunista estadunidense. Seu nome era Thomas Nast. Após muita pesquisa encontramos dois livros que ele ilustrou. O primeiro, Santa Claus and His Works foi um encarte totalmente colorido da edição de Natal da Harper´s Weekly de 1866, quase 60 anos antes da Coca-Cola clamar sua originalidade sobre o Papai Noel Vermelho e Branco." (www.jipemania.com - página dos descrentes).
E agora? Qual a verdade? A melhor coisa a fazer além de, é claro, entrar em uma daquelas discussões chatas com os meus amigos publicitários, é deixar essa história de lado e começar a pensar em outra que está começando agora: o que fazer quando seu filho descobre que o bom velhinho não existe?

Questionamentos

Como posso olhar a lua cheia e ainda me achar no direito de desanimar?
Como posso me sentir fria, quando em meio a tanta brutalidade, consigo ler uma poesia e chorar emocionada?
Como posso me sentir culpada pela dor alheia, quando eu sei que posso e vou continuar fazendo sempre mais?
Como posso abaixar a cabeça, se eu acredito em sonhos?
Como posso sofrer com o passado, se estou no presente e desconheço o futuro?
Como posso pensar em fugir de mim, quando demonstro entre linhas, quem eu sou?
Como posso me conhecer, se vivo em constante transformação?
"SOU UMA NOVA PESSOA A CADA DIA!"

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

A fúria do mar vermelho

Eu adoro ser mulher... mesmo sem o "super poder" de fugir da TPM e da Tsunami do primeiro dia.
A menstruação também pode ser um ponto para o início de discussões culturais, quem imaginaria que um simples: amiga, socorro, me empresta um absorvente? Poderia se transformar em discussões sobre a troca de energias através do sexo; a música da Rita Lee (Doce Vampiro); a maneira como os chineses vêem a menstruação e aquela pergunta estranha: você já transou menstruada?
Muitas descobertas para um único dia, primeiro que eu sempre cantava: "Venha me beijar, meu doce vampiro...venha sugar o calor de dentro do meu sangue vermelho", nunca me atentei para a parte que diz: "tão vivo tão eterno, veneno, que mata sua sede!". Vou ficar traumatizada imaginando vocês sabem o que! Segundo, eu sei que existe uma super troca de energias durante o sexo, mas transar menstruada é uma coisa que não agrada a maioria das pessoas então vamos pular essa parte, sem esquecer que a maioria não significa todas! hehe. Terceiro, agora eu tenho uma visão diferenciada sobre o assunto, já que eu descobri que para os chineses, a menstruação é uma forma do organismo se "limpar" dos problemas e das "energias" ruins que invadem o corpo.
Bom, eu sou brasileira, conheço a fúria do mar vermelho no primeiro dia, tenho os sintomas da TPM e as cólicas menstruais e acho que as energias ruins poderiam ser eliminadas apenas através de um bom banho de sal grosso, assim seria bom pra mim e pra todos ao meu redor!
Ainda bem que estou aprendendo a me controlar e isso acontece apenas no primeiro dia!

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Brincadeiras num típico e corrido dia de trabalho

Nós não podemos nem esquecer de tirar o óculos de sol depois de um almoço em 15 minutos num dia ensolarado e um retorno ao trabalho dentro de um carro quente, quer dizer, muito quente. Ocorre que os "companheiros e companheiras" de trabalho não deixam passar nada e ficam tirando "sarrinho" do nosso look Stevie Wonder, enquanto travamos um contato quase de vida ou morte com um daqueles parceiros chatos, quer dizer, exigentes demais. O fato é que, não sabia se continuava prestando atenção na conversa com o cliente ou me imaginava balançando de um lado para o outro no embalo de We are the World.
Como não posso estar na presença de Serginho Groisman no Altas Horas neste exato momento, deixo aqui o meu protesto:
"Eu protesto contra os colegas paparazzi que além de zuar com a nossa cara, ainda fazem questão de registrar um momento de esquecimento!"
E pra finalizar, tem o meu amigo Ricardo, que entrou numa de ser comediante e vem com aquelas piadinhas bobas que fazem a gente se matar de rir: "sabia que o Stevie Wonder acabou um casamento de mais de 20 anos por causa da deficiência dele? Tudo porque a mulhe dele disse: você não olha mais pra mim! E ele: eu sei, já tem 20 anos!"

uahuahuah isso que é um bom ambiente de trabalho!!!
I love you QG Multiso